02/07/2012

A Ciência e a Bíblia.



A Ciência e a Bíblia.
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A PERGUNTA É:
HAVERÁ CONFLITO ENTRE A CIÊNCIA E A BÍBLIA?
Respondendo à pergunta.
Tem havido conflito entre alguns cientistas e alguns cristãos?
a resposta teria de ser um estrondo, sim.
Basta recordarmos a perseguição que a (igreja) moveu a Galileu, ou a infeliz confrontação, de há um século, entre o Bispo Wilberforce e T. H.Huxley, para sabermos que isso se tem verificado.
Parte do problema, como já indicamos, resulta de alguns bem intencionados, mas mal orientados, que fazem a Bíblia dizer o que ela de facto não diz.
Um exemplo claro e prejudicial è a cronologia bíblica que foi calculada pelo Bispo James Ussher (1581—1656), um contemporâneo de Shakespeare.
Ele elaborou uma série de datas das genealogias bíblicas e concluiu que o mundo foi criado em 4004 A.C.
Muitos não-cristãos têm pensado que os fundamentalistas acreditam realmente que a criação teve lugar em 4004 A. C.
Há algum tempo, eu li acerca de um estudante, que lhe foi dado um teste de falso e errado de um curso de civilização ocidental.
Uma das perguntas do teste era:
De acordo com a Bíblia, o mundo foi criado em 4004 A.C.
Alguém lhe perguntou se esta pergunta era verdadeira, ao qual o estudante respondeu:
Exactamente!
Então o que tinha interrogado tirou uma Bíblia do bolso e mostrou ao estudante, dizendo: mostra-me onde isso está escrito?
E ambos examinaram os textos e as datas do tal senhor não pertenciam ao original.
Por outro lado, alguns cientistas são dados a fazer afirmações que vão além dos factos.
Estas afirmações são, com efeito, interpretações filosóficas dos dados e não têm, portanto, o mesmo peso de autoridade que os dados propriamente ditos.
Infelizmente, nas mentes dos ouvintes raras vezes se distinguem os factos das suas interpretações.

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QUANDO UM CIENTISTA FALA.

Quando um cientista fala sobre qualquer assunto é muito provável que as pessoas acreditem.
Ele pode estar a falar de assuntos que se encontram fora da sua especialidade, mas o mesmo respeito que merecia ao fazer afirmações dentro do seu campo é quase inconscientemente transferido para tudo o que ele diz.
Por exemplo, Anthony Standen cita R. S. Lull, professor de paleontologia na Universidade de Yale, como tendo dito:
“Desde a época de Darwin, a evolução tem vindo a ser cada vez mais aceite, ao ponto de, agora, nas mentes dos homens cultos e habituados a pensar, não resta qualquer dúvida de que ela é o único caminho lógico pelo qual se pode interpretar e entender a criação.
Nós não temos a certeza no que se refere ao modus operandi, mas podemos estar certos de que o processo se tem dado de acordo com grandes leis naturais, algumas das quais ainda são desconhecidas e talvez mesmo impossíveis de conhecer.”
Mas alguém pode ser tentado a perguntar:
“Se algumas das grandes leis naturais ainda são desconhecidas, como é que sabemos que existem?
E se algumas delas são talvez impossíveis de conhecer, como é que sabemos que são lógicas?”.

DIFERENÇAS HONESTA.

Se nos limitarmos ao que a Bíblia realmente diz e ao que os factos científicos realmente são, reduziremos imenso a área de controvérsia.
Devemos notar aqui que pode haver diferenças honestas de opinião entre cristãos igualmente ortodoxos e dedicados, quanto ao que a Bíblia significa em alguns lugares—por exemplo, o significado de dia em.
Génesis 1.
Não devemos estar prontos a condenar como herege alguém cuja interpretação dum dado texto possa diferir da nossa.
Enquanto a pessoa concordar em que o que a Bíblia ensina é autoridade, ela está dentro dos limites da ortodoxia.
Só quando a pessoa admite que a Bíblia está a ensinar algo de forma muito clara, como um Adão histórico.
Romanos 5.

Mas não o aceita, é que ultrapassou as fronteiras da ortodoxia bíblica.
Uma outra área em que tem surgido conflito é a da questão sobre se as coisas que não se podem verificar pelo método cientifico serão válidas e reais.
Algumas pessoas conscientemente, e outras inconscientemente, partem do principio de que se uma informação não pode ser provada num laboratório, pelos métodos da ciência natural, não merece confiança e não pode aceitar-se como fidedigna.
As descobertas da ciência são consideradas como objectivas e, portanto, reais; afirmações que têm de ser aceites pela fé são olhadas com suspeita.
Mas há outras vias e meios, além dos métodos de laboratório, para adquirir um conhecimento autêntico e genuíno.
Consideremos, por exemplo, o processo de ficar apaixonado.
É claro que isso não se faz num laboratório, com um conjunto de instrumentos, mas qualquer pessoa que alguma vez tenha tido tal experiência seria a ultima a admitir que este conhecimento de amor é incerto ou irreal.
Devemos sempre ter em mente que o método cientifico só é válido para aquelas realidades que são mensuráveis em termos físicos.
Deus é um tipo de realidade diferente da do mundo da natureza que a ciência examina.
Deus não guarda a investigação empírica do homem.
Ele é um ser pessoal que Se tem revelado em amor e que pode ser conhecido numa presença pessoal.

MÉTODOS CIENTÍFICOS.

A fé não prejudica a apreensão da realidade.
De factos, a própria ciência assenta em pressupostos que têm de ser aceites pela fé, antes que seja possível a pesquisa.
Um tal pressuposto é que o universo é ordenado, que opera de acordo com um padrão e que, portanto, nós podemos predizer o seu comportamento.
Devemos reconhecer aqui que o método científico, tal como hoje o conhecemos, começou no século ⅩⅤⅠ entre indivíduos que eram cristãos.
Rompendo com os conceitos politeístas gregos que viam o universo como caprichoso e irregular e que, por conseguinte, não oferecia condições para um estudo sistemático, eles concluíram que o universo devia ser ordenado e digno de investigação, por ser o trabalho dum Criador inteligente.
Ao se dedicarem à pesquisa científica, estavam convencidos de que interpretavam correctamente os pensamentos de Deus.
Um outro pressuposto indemonstrável, que tem de ser aceite pele fé, é o da fidedignidade das nossas percepções sensoriais.
Temos de acreditar que os nossos sentidos são suficientemente dignos de confiança para nos dar um quadro verdadeiro do universo e nos habituarem a entender a ordem que observamos.

A CIÊNCIA É APENAS UMA VIA PARA A VERDADE.

Os cristãos acreditam, pois, que a ciência é uma via para a descoberta da verdade acerca das coisas físicas, mas que existem outras realidades não materiais e outros meios de atingir a verdade.
O cristão exerce a fé e tem pressupostos, como a cientista, e razão ou a inteligência.
É evidente que há muitos cientistas cristãos.
Preferem ver-se como pessoas que seguem as pisadas dos fundadores cristãos da ciência moderna.
Deve ainda reconhecer-se que a ciência é incapaz de emitir juízos de valores sobre as coisas que mede.
Muitos homens que se encontram nas fronteiras da ciência reconhecem que não há nada inerente na ciência para os guiar na aplicação das descobertas que fazem.
Não há nada na própria ciência que possa determinar se a energia nuclear será usada para destruir cidades ou para acabar com o cancro.
Este é um juízo que está fora do âmbito cientifico.
Além disso, a ciência pode dizer-nos como é que uma coisa funciona, mas não porque é que funciona desse modo.
Não é a ciência que nos pode dar a resposta no universo.
Como alguém escreveu:
“A ciência pode dar-nos o “como”, mas não nos consegue dar o “porquê”.
Dependemos da revelação para muitos tipos de informação, sem a qual o nosso quadro ficaria bastante incompleto.
A Bíblia não pretende dizer-nos o como de muitas coisas, mas dá-nos claramente os porquês.
Isto não quer dizer que quando as Escrituras se referem a questões de ciência e história são inexactas.
O que pretende salientar é o foco da sua atenção.

UMA VIRTUDE VALIOSA.

A humildade é, pois, uma virtude de grande valor para um cientista não-cristão, e para um cristão, quer seja cientista ou não.
Danos incalculáveis têm sido causados pelo emprego de argumentação pelo ridículo.
Uma observação sarcástica provoca sempre uma boa e sonora gargalhada em alguns dos partidários, mas perde invariavelmente a pessoa que reflecte e que hesitante nas suas convicções; bem como o não-crente tímido que tenta pela primeira vez investigar.
Alguns têm erroneamente pensado que Deus era necessário para explicar áreas da vida e da existência para as quais no momento não havia outra explicação.
Cientistas incrédulos agarram-se a este conceito para demonstrar que estas lacunas estão a diminuir.
“Dêem-nos tempo suficiente”, dizem eles, “e o homem será capaz de explicar como é que tudo funciona no universo.”
Os que adoptam este ponto de vista esquecem-se de que Deus não é só O Criador, mas também Sustentador.
Colossenses. 1:17.
“E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”
O universo desintegrar-se-ia sem o Seu poder Sustentador.
Mesmo que o homem compreende e explique tudo, continuará a precisar de Deus.
Saber como é que universo é sustentado não é a mesma coisa de sustentá-lo.
E não é compreender estas coisas que o universo vai melhorar.
Por exemplo, fala-se muito da possibilidade de os cientistas criarem vida num tubo de ensaio.
Devemos lembrar que a maneira como a pessoa define vida tem muito a ver com a distância a que pensa estar a criar.
Alguns cristãos sinceros temem que se tal vier a acontecer Deus terá sido de algum modo destronado.
Mas que aconteceria de facto?
Que é que isso provaria?
Unicamente que a vida não veio do acaso cego, nem dum verme gerado sabe-se lá onde e como, a vida veio de uma mente inteligente e poderosa sabendo o que fazia, e porque o fazia, e para que fim.
E nós teremos ainda de explicar os elementos usados para criar vida.
Donde é que eles vieram?
Será que algum cientista pode criar alguma coisa do nada?
Mas a explicação lógica é que Deus, é O criador de todas as coisas.
Se o homem pode, pensar como Deus pensou, não será inconcebível que consiga produzir vida num tubo de ensaio usando o existente, mas nem por isso se vai tornar Deus ou fazer recuar todo o feito.

EVOLUÇÃO.

Talvez o maior campo de batalha contemporâneo enfrentado diariamente por cristãos evangélicos em estabelecimentos de ensino seja a questão da evolução.
Basta esta palavra para que as glândulas secretoras de adrenalina acelerem a sua actividade.
Parte da tensão resulta de se considerar o problema em termos de preto e branco.
Muitos pensam que ou a pessoa acredita na criação total e imediata, ou então é um evolucionista agnóstico ou ateu.
Todavia, sempre que se usa o termo evolução devemos ter o cuidado de definir exactamente o que significamos com ele e pedir aos outros, quando são eles a usar o termo, que definam exactamente o sentido que lhe dão.
Há muitas teorias sobre a evolução.
Ramm apresenta uma lista que nos pode ajudar.

MARCAS DIFERENTES.

Primeiro, há uma teoria de evolução anti-cristã e naturalista.
A evolução, como teoria, tem sido estendida a campos que vão muito além da biologia e, com efeitos, tem-se tornado para muitos uma filosofia de vida que explica a história, a sociedade e a religião.
Nesta expansão da teoria da evolução para uma filosofia de vida não há qualquer base comum com o Cristianismo evangélico.
Repudiamo-la inteiramente.
Nem todos os que defendem uma forma de evolução, contudo, cabem nesta categoria.
Há os que a sustentam num contexto espiritual.
A interpretação tomista moderna da evolução diz que a evolução é simplesmente o caminho que Deus escolheu para trabalhar e que não haveria qualquer evolução se Deus não existisse.
Depois, há a teoria da evolução emergente.
Os que sustentam este ponto de vista acreditam que a vida e a mente aparecem miraculosamente.
Da vida original até à mente, a vida foi emergindo a níveis cada vez mais altos.
Os novos níveis não foram atingidos por evolução acidental, constituíam sim aparições súbitas e novas.
Há ainda algumas pessoas no campo evangélico que sustentam a evolução teísta.

NÃO ENCONTRAM CONFLITO.

Elas não vêem qualquer conflito entre este ponto de vida e a sua fé, como James Orr e A. G. Strong.
Muitos teólogos católicos ortodoxos crêem também na evolução teísta.
O que apresentamos acima serve simplesmente para mostrar que as alternativas não são criação total e instantânea dum lado e evolução ateísta do outro.
Em evangelização é inútil entrar numa discussão sobre a evolução.
Eu pergunto primeiro a um evolucionista se ele conclui da sua posição que não existe Deus e que tudo aconteceu por acaso, ou se admite que Deus é o Autor da vida.
Se ele aceita esta segunda posição, confronto-o directamente com Jesus Cristo.
Ele é que realmente interessa na salvação, e não o ponto de vista que alguém sustente sobre a evolução.
Quando se esclarece a questão de Cristo,outros problemas menos importantes esclarecem-se automaticamente, em devido tempo.
Devem evitar-se dois extremos.
O primeiro, o de assumir que a evolução já foi confirmada sem sombra de dúvida e que qualquer pessoa com cérebro terá de aceitar.
O segundo é a noção de que a evolução é só uma teoria com pouca evidencia a apoiá-la.



UM COMBOIO EM CONSTANTE MOVIMENTO.

A teoria científica é uma questão do mais alto grau de probabilidade baseada nos dados disponíveis.
Não há nela absolutos.
Além do mais , a ciência é um comboio em constante movimento.
A generalização de ontem é a hipótese já rejeitada hoje.
Esta é uma das razões que temos para sermos de algum modo cautelosos quanto à aceitação de qualquer forma evolucionista como explicação definitiva da biologia.
É também por isso que se torna perigoso tentar provar a Bíblia pela ciência.
Se a Bíblia ficar totalmente enredada nas teorias científicas dos nossos dias, que lhe acontecerá quando a ciência, daqui a dez anos, tiver mudado de posição?
Evolucionistas conscientes estão prontos a admitir que o problema não é um caso de ( abrir e fechar), mas acham que a teoria deve ser aceite apesar de algumas aparentes contradições e factores não esclarecidos.
O que descrevo a seguir é de tal interesse que o cito por extenso para simplificar este ponto.
Depois de discutir a forma patética como os estudantes de teologia em Cambridge, num século anterior, aceitavam o dogma e os ensinos que não compreendiam plenamente, nem investigavam pessoalmente, G. A. Kerkut, um evolucionista, salienta que muitos estudantes universitários dos nossos dias têm sucumbido à mesma tendência de não pensar, nos seus estudos em geral e, particularmente, na sua aceitação da evolução em biologia.

HÁ VARIOS ANOS.

Há vários anos (escreve ele) que venho orientando estudantes universitários sobre vários aspectos da biologia.
É muito comum, no decorrer das conversas, perguntar ao estudante se conhece as evidências a favor da evolução.
Isto geralmente desperta um sorriso um tanto superior...
Pergunta feita a um estudante.
Resposta.
“Bem, senhor, há a evidência da paleontologia, da anatomia comparativa, embriologia, a sistemática e as distribuições geográficas.”
Diria o estudante num tom ritmado e papagueado, chegando ás vezes a marcar as palavras pelos dedos. Depois, sentar-se-ia com um olhar bastante complacente e aguardaria uma pergunta mais difícil, como por exemplo sobre a natureza da evidência a favor da selecção natural.
Mas, em vez disso, eu continuaria a falar da evolução.
Outra pergunta:
Acha que teoria evolucionista é a melhor explicação até agora, para explicar as relação entre animais?
É claro que sim explica.
Então acredita na evolução por não haver outra teoria?
Oh, não.
Acredito nela por causa da evidência que acabo de mencionar.
Já leu algum livro sobre as evidências a favor da evolução?
Sim senhor.
Leu o livro todo?
Bem todo não, as primeiras cinquenta páginas.
Compreendeu tudo bem?
Sim senhor.
Muito bem.
Apresente-me algumas evidências contra a teoria da evolução.
Mas não há nenhuma senhor.
A conversa ficaria um pouco mais tensa se eu insinuasse que o seu ponto de vista não estava a ser muito científico.
O seu comportamento seria semelhante ao de estudantes de religião que ele pretendia desprezar.
Com muita frequência a teoria se aplica, por exemplo, ao desenvolvimento do cavalo e então, porque se considera aplicável neste caso estende-se ao resto do reino animal, com pouca ou nenhuma outra evidência.
Como Ramm observa,
“falta ainda provar a origem inorgânica da vida.
Pode ser admitida, mas ainda não foi verificada.
Há o problema das espécies robustas que se têm mantido inalteráveis há milhões de anos.
Há o problema do aparecimento súbito de novas formas no registo geológico.”
Está errado falar do elo que falta.
Na realidade, faltam milhares de elos.
Há ainda o problema do aparente conflito da teoria evolucionista com a segunda lei da termo-dinâmica.
Esta é chamada também a lei da entropia.
Ela afirma essencialmente que “em qualquer transferência ou mudança de energia, embora a quantidade total de energia permaneça inalterável,a quantidade utilizada e a disponibilidade que a energia possui é sempre diminuída.”
Evolução e entropia são, aparentemente, incompatíveis.
Conforme diz Ramm, “defrontamos-nos claramente com as duas teorias de.
(1) a recuperabilidade da energia e
(2) a irrecuperabilidade da energia.
Se a energia é irrecuperável, temos de nos confrontar com a doutrina da criação.
Até hoje, nunca se provou qualquer processo conhecido de recuperabilidade.”

A DEFINIÇÂO DAS ESPÉCIES.

Muito do problema e controvérsia acerca da evolução tem a ver com a definição das espécies.
Parece-me que se entendermos isso evitaremos muita confusão entre os evangélicos.
Se identificarmos espécies, tal como nós a conhecemos cientificamente hoje, com o termo espécie no Capitulo 1.de Génesis.
então teremos enormes problemas ao falarmos da fixidez das espécies.
Mas esta é uma identificação incorrecta.
Mesmo um anti-evolucionista tão ferrenho como Henry M. Morris, diz o seguinte:
É bom observar... que a Bíblia não ensina a fixidez das espécies, e por uma razão muito simples—é que ninguém sabe exactamente o que é uma espécie.
Entre os biólogos dos nossos dias, há poucos temas mais vivos do que a questão sobre o que constitui uma espécie.
Certamente, de acordo com numerosas definições do termo, muitas espécies novas têm evoluído desde a criação original ( o grifado é meu).
A pesquisa genética tem comprovado de forma concludente que mudanças nos cromossomas, mutação nos genes e hibridização podem produzir, e de facto têm portanto em plantas como em animais.
Estas variedades, são muitas vezes consideradas novas espécies, ou mesmo géneros, pelos mais modernos métodos de classificação.
No entanto, toda a evidência até agora existente no campo da genética parece provar de forma concludente que estas agências de mudanças não podem ir além de certos limites comparativamente estreitos, e não podem de modo nenhum produzir novas espécies.
O relato do Génesis diz simplesmente que cada grupo criado produzir segundo a sua espécie, sem qualquer indicação clara sobre o que constitui uma espécie, a não ser a implicação de que espécies diferentes não seriam férteis entre si.
“Se o fossem, não se reproduziriam segundo a sua espécie.”
Assim, a narrativa Bíblica deixa bastante espaço para idênticas condições de mudança dentro de grupos menores e de estabilidade dentro de grupos maiores, como é indicado pelos descobertas modernas.
Na mesma linha de pensamentos, Russell Mixter diz:
“Como criacionista, estou disposto a aceitar a origem de espécies doutras espécies, aquilo a que se chama micro-evolução.”
Ele rejeita a macro- evolução, ou seja, a evolução de tudo a partir dum original comum.
Carnell pensa também que há uma grande possibilidade de mudança dentro das espécies originalmente criadas por Deus.
Essas variações, contudo, não podem atravessar certas fronteiras prescritas.
Diz ele:
“Reparem, portanto, que o conservador pode por de lado a doutrina de ( simples fixidez das espécies), sem prejudicar em nada a sua principal premissa.”
Nós reiteramos que os chamados conflitos da ciência e da Bíblia são muitas vezes conflitos entre interpretações dos factos.
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O pressuposto com que a pessoa se aproxima dos factos, mais do que os factos em si, determina a conclusão a que a pessoa chega.
Por exemplo, um indivíduo pode ser informado de que a sua esposa foi vista a passear pela cidade com outro homem.
Conhecendo bem a esposa, ele tira deste facto uma conclusão diferente da que tiraram as más línguas da cidade.
As diferentes conclusões resultam não de factos diferentes, mas dos diferentes pressupostos com que se encara o facto.
Em tudo o que lemos e em tudo o que ouvimos, devemos perguntar:
“Qual é o pressuposto desta pessoa?.”
De modo a podermos interpretar as conclusões a esta luz.
Não existe tal coisa como objectividade total, seja ciência ou em qualquer outra coisa.
Embora existam problemas para os quais ainda não possuímos explicação, não há qualquer conflito fundamental entre a ciência e as Escrituras.

FOLHA.

Fui uma folha soprada,
Pela boca do vento,
Num riacho encalhada,
Na água em movimento.

Folha leve dobrada,
Pelas forças do mal,
Do riacho foi tirada,
Grande Amor divinal.

Folha que não lembrava,
Tão frágil sofrimento,
A vida que não buscava,
Ter um bom sentimento.
Por:António Jesus Batalha.

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Peregrino E Servo, António Jesus Batalha,
Bíblia Sagrada, Ciência, Desporto,
Deus,Jesus Cristo,